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Papéis, Responsabilidades e Matriz RACI

Propósito da Governança de Papéis

O ecossistema do e-SUS Assistência Farmacêutica (e-SUS AF) opera em um ambiente de alta criticidade para a saúde pública nacional. Para assegurar resposta tempestiva a incidentes, previsibilidade na entrega de novas funcionalidades e sustentabilidade técnica a longo prazo, é fundamental que cada integrante conheça com clareza suas atribuições, suas prerrogativas de decisão e, sobretudo, os limites de sua atuação (Anti-Escopo).

Governança Conjunta e Colaboração

A excelência na engenharia de software não decorre do isolamento entre as frentes, mas do respeito mútuo aos fluxos estabelecidos. A governança do e-SUS AF promove a colaboração entre Negócio, Liderança Técnica, Suporte, Sustentação, Evolução e Qualidade, assegurando transparência em todas as decisões de produto e arquitetura.

Respeito às Fronteiras e Anti-Escopo

Intervenções fora dos canais formais — tais como direcionamento direto de chamados a desenvolvedores da Evolução, aplicação de correções sem abertura de issue, homologações informais ou execução de scripts em produção sem validação prévia — fragilizam a estabilidade do sistema e são estritamente proibidas pelas diretrizes do projeto.


1. Descrição Detalhada dos Papéis

O modelo operacional do e-SUS AF é composto por seis papéis principais de engenharia e produto, complementados pela camada de atendimento de suporte funcional (N1/N2):

flowchart TD
    subgraph Negocio_Gov["Governança e Produto"]
        PO["Equipe de Negócio / PO
• Visão de Produto & Priorização
• Critérios de Aceite & BDD
• Homologação & Aceite de Releases"] TL["Líder Técnico (Tech Lead)
• Arquitetura & Governança OneFlow
• Code Review Crítico & Hotfixes
• Gestão de Crise (Swarming)"] end subgraph Operacao_Suporte["Operação & Diagnóstico"] N1N2["Suporte N1/N2 (NQS)
• Atendimento ao Usuário
• Triagem Funcional & FAQ"] N3["Suporte N3 (2 membros dedicados)
• Análise Técnica de Logs & BD
• Reprodução em Homologação
• Scripts Corretivos Operacionais"] end subgraph Engenharia_Execucao["Engenharia & Entrega"] SUST["Sustentação (Célula Kanban)
• Correções Críticas (Sev 1 / Sev 2)
• Testes Automatizados de Regressão
• Releases Patches (vX.Y.Z)"] EVO["Time de Dev - Evolução (Scrum)
• Features & Débitos Técnicos
• Release Train 2+1 (4+2 sem)
• Testes Unitários e E2E"] QA["Qualidade (QA)
• BDD no Refinamento
• Testes de Regressão na Estabilização
• Validação Técnica de Releases"] end N1N2 -->|Escalonamento Técnico| N3 N3 -->|Bugs Sev 1/2 com Código| SUST N3 -->|Bugs Sev 3/4 & Débito| EVO PO <-->|Alinhamento Contínuo| TL TL -->|Supervisão Técnica| SUST TL -->|Direcionamento Arquitetural| EVO QA <-->|Validação Cruzada| SUST QA <-->|Regressão & Homologação| EVO

1.1. Equipe de Negócio / Product Owner (PO)

A Equipe de Negócio e o Product Owner representam a voz dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), dos gestores municipais, estaduais e do Ministério da Saúde.

  • Missão Principal: Definir o valor de negócio a ser entregue, priorizar o backlog do produto e assegurar que as soluções atendam com exatidão às políticas públicas de assistência farmacêutica.
  • Principais Atribuições:
    • Gerenciar e priorizar o Backlog de Produto da frente de Evolução;
    • Detalhar regras de negócio e critérios de aceite no formato BDD (Behavior-Driven Development) durante as sessões de refinamento;
    • Realizar a homologação funcional e aceitar/rejeitar entregas durante a Sprint de Estabilização;
    • Conceder a aprovação negocial para o corte e publicação de releases oficiais (vX.Y.0) e autorizar o escopo negocial de Hotfixes (vX.Y.Z+1).
  • Poder de Decisão:
    • Definir a ordem de prioridade de novas histórias e defeitos Sev 3/Sev 4;
    • Aprovar ou reprovar entregas funcionais na homologação;
    • Autorizar o adiamento ou cancelamento de itens que não atinjam o Definition of Ready (DoR).
  • Anti-Escopo (O que NÃO faz):
    • Não atribui tarefas diretamente aos desenvolvedores fora das cerimônias ou do fluxo oficial;
    • Não altera código-fonte nem executa scripts em bancos de dados de produção;
    • Não cancela cerimônias ágeis ou altera o escopo da Sprint em andamento sem alinhamento prévio com o Líder Técnico.

1.2. Líder Técnico (Tech Lead)

O Líder Técnico é o guardião da integridade arquitetural, da qualidade do código e da disciplina de engenharia de todo o projeto e-SUS AF.

  • Missão Principal: Garantir que as soluções técnicas sejam robustas, escaláveis, seguras e aderentes aos padrões de engenharia, coordenando tecnicamente as frentes de Evolução, Sustentação e Suporte N3.
  • Principais Atribuições:
    • Definir padrões arquiteturais de front-end, back-end e banco de dados;
    • Gerenciar a governança de branches e a estratégia OneFlow (com branch perpétua única main);
    • Realizar a revisão técnica final (Code Review) em Pull Requests de alta complexidade ou de Hotfixes;
    • Avaliar e autorizar tecnicamente a execução de scripts em banco de dados preparados pelo Suporte N3;
    • Acionar e liderar o protocolo de Swarming (mobilização de crise) em incidentes Sev 1;
    • Gerenciar a escala de rotação técnica da Célula de Sustentação.
  • Poder de Decisão:
    • Vetar merges de Pull Requests que violem padrões de qualidade, cobertura de testes ou arquitetura;
    • Acionar mobilização extraordinária de desenvolvedores para resposta a incidentes críticos;
    • Definir estratégias técnicas de refatoração, atualização tecnológica e pagamento de débitos técnicos.
  • Anti-Escopo (O que NÃO faz):
    • Não altera prioridades de negócio unilateralmente sem alinhamento com o PO;
    • Não realiza atendimento direto a usuários finais nos canais de suporte N1/N2;
    • Não aprova Hotfixes sem validação técnica mínima e testes automatizados de regressão.

1.3. Suporte N3 (2 Membros Dedicados)

O Suporte N3 é a linha avançada de diagnóstico técnico, composta por 2 profissionais dedicados exclusivamente à investigação técnica de chamados escalonados pelo Suporte N2.

  • Missão Principal: Realizar a triagem profunda de falhas, identificar a causa raiz por meio de análise de logs e dados, reproduzir comportamentos anômalos em homologação e solucionar inconsistências operacionais via scripts de dados aprovados, evitando a contaminação do fluxo de desenvolvimento.
  • Principais Atribuições:
    • Recepcionar chamados técnicos do N2 que cumpram o Definition of Ready (DoR) de entrada;
    • Inspecionar logs de aplicação, traces de exceções, payloads de requisições HTTP e tabelas do banco de dados;
    • Reproduzir erros em ambiente de Homologação/Staging para isolar as condições de falha;
    • Elaborar scripts SQL de correção de inconsistências operacionais e submetê-los para aprovação técnica;
    • Abrir issues técnicas detalhadas (com causa raiz, logs e massa de teste) e roteá-las para a Sustentação (Sev 1 / Sev 2) ou para o Backlog de Evolução (Sev 3 / Sev 4 / Débito Técnico);
    • Cumprir os SLAs de resposta técnica e diagnóstico (até 4h para Sev 1/2 e até 12h para Sev 3/4).
  • Poder de Decisão:
    • Classificar a Severidade Técnica do chamado (Sev 1 a Sev 4);
    • Devolver tickets ao Suporte N2 caso faltem evidências mínimas obrigatórias;
    • Decidir se uma demanda é resolvida operacionalmente sem necessidade de alteração de código.
  • Anti-Escopo (O que NÃO faz):
    • Não altera código-fonte da aplicação nem abre Pull Requests de código de produto;
    • Não atende dúvidas operacionais básicas de usuários finais (atribuição exclusiva do N1/N2);
    • Não executa scripts corretivos diretamente em produção sem validação em homologação e aprovação do Líder Técnico.

1.4. Sustentação (Célula de Engenharia)

A Sustentação é a célula de desenvolvimento focada em pronto atendimento a defeitos críticos e graves que exigem alteração no código-fonte da aplicação.

  • Missão Principal: Resolver de forma ágil, segura e cirúrgica os bugs de alta severidade (Sev 1 - Hotfixes e Sev 2 - Bugfixes Urgentes), operando sob fluxo contínuo Kanban com limites estritos de trabalho em progresso (WIP).
  • Principais Atribuições:
    • Puxar itens priorizados na esteira Kanban de sustentação conforme capacidade e limites de WIP;
    • Implementar correções de código pontuais e seguras para incidentes Sev 1 e Sev 2;
    • Escrever testes automatizados (unitários e/ou ponta a ponta) cobrindo obrigatoriamente o cenário do bug para evitar reincidências;
    • Submeter Pull Requests para Code Review e acompanhar a validação técnica junto ao QA;
    • Executar o procedimento de sincronização OneFlow (garantindo que o patch seja integrado à main e replicado na branch de release/* ativa, se existente).
  • Poder de Decisão:
    • Definir a abordagem técnica mais segura para estancar o defeito reportado;
    • Puxar o próximo item do topo da fila Kanban de sustentação, respeitando a severidade.
  • Anti-Escopo (O que NÃO faz):
    • Não desenvolve novas funcionalidades de negócio ou melhorias estéticas;
    • Não realiza atendimento ou esclarecimento de dúvidas diretamente com municípios;
    • Não realiza bypass de testes automatizados ou de Code Review para agilizar deploys.

1.5. Time de Desenvolvimento (Evolução)

O Time de Desenvolvimento da Evolução é o motor de construção e entrega de valor contínuo do e-SUS AF, operando na cadência fixa do Release Train (2+1).

  • Missão Principal: Desenvolver com alta qualidade as histórias de usuário planejadas, refatorar componentes e pagar débitos técnicos, mantendo ritmo sustentável e previsibilidade de entrega.
  • Principais Atribuições:
    • Planejar e estimar a capacidade da Sprint durante a Sprint Planning;
    • Implementar funcionalidades aderentes aos critérios de aceite BDD especificados;
    • Construir testes automatizados (unitários e ponta a ponta) como parte indispensável da entrega da história;
    • Participar ativamente da revisão de código cruzada entre pares (Code Review);
    • Atuar na correção de bugs detectados durante a Sprint de Estabilização;
    • Realizar o pagamento de débitos técnicos e refatorações planejadas.
  • Poder de Decisão:
    • Estimar o esforço e a complexidade técnica das histórias de usuário;
    • Propor abordagens técnicas, arquiteturas de módulos e refatorações no refinamento;
    • Sinalizar impedimentos técnicos que comprometam a meta da Sprint.
  • Anti-Escopo (O que NÃO faz):
    • Não é interrompido por chamados cotidianos de suporte ou dúvidas funcionais (blindagem de contexto);
    • Não realiza commits ou merges diretos na branch perpétua main sem abertura de PR e aprovações;
    • Não inicia desenvolvimento de itens que não cumpram o Definition of Ready (DoR).

1.6. Qualidade (QA)

O time de Qualidade atua transversalmente como garantidor dos critérios de aceitação, da estabilidade global da plataforma e da prevenção de regressões em produção.

  • Missão Principal: Assegurar que o software entregue funcione com confiabilidade, integridade de dados e aderência às regras de negócio antes de cada deploy em produção.
  • Principais Atribuições:
    • Apoiar o PO e os desenvolvedores no detalhamento de cenários BDD durante o refinamento;
    • Desenhar e executar baterias de testes de regressão funcionais e exploratórios durante a Sprint de Estabilização;
    • Realizar a validação técnica independente de pacotes de release (release/*) e de correções emergenciais (Hotfixes);
    • Monitorar a taxa de bugs reabertos, bugs escapados para produção e cobertura de testes;
    • Manter e evoluir suites de testes automatizados integrados aos pipelines de CI/CD.
  • Poder de Decisão:
    • Apontar impedimentos formais de qualidade (No-Go) para o corte ou deploy de uma release;
    • Definir o escopo da matriz de testes de regressão prioritária para cada ciclo de release.
  • Anti-Escopo (O que NÃO faz):
    • Não assume de forma isolada a responsabilidade pelos testes (o desenvolvedor é responsável por testar seu próprio código);
    • Não substitui a homologação negocial e funcional soberana da Equipe de Negócio/PO;
    • Não aprova releases com defeitos bloqueantes (Sev 1 / Sev 2) em aberto.

2. Tabela Estruturada de Papéis e Limites de Atuação

A tabela a seguir consolida as fronteiras de atuação, responsabilidades, autonomia decisória e interações de cada papel:

Papel Responsabilidades Principais Decisões que Pode Tomar O que NÃO faz (Anti-Escopo) Interação Principal
Equipe de Negócio / PO • Priorização do backlog de Evolução
• Definição de regras de negócio e critérios de aceite BDD
• Homologação funcional na Sprint de Estabilização
• Aprovação de escopo de Release e autorização de Hotfix
• Ordem de prioridade de features e bugs Sev 3/4
• Aceite formal ou rejeição de histórias e releases
• Aprovação negocial para publicação de versão
Não atribui tarefas diretamente aos desenvolvedores fora do fluxo oficial
Não altera código ou executa scripts em banco
Não cancela cerimônias sem alinhamento prévio
• Alinha com Líder Técnico e QA
• Interage com N2 para esclarecimento de regras de negócio
Líder Técnico • Arquitetura e padrões técnicos
• Governança de branches e estratégia OneFlow (main)
• Revisão técnica final de PRs críticos
• Autorização técnica de Hotfixes
• Gestão da célula/escala de Sustentação
• Vetar merges que violem padrões de qualidade
• Acionar protocolo de Swarming (mobilização de crise)
• Definir estratégias técnicas de resolução de incidentes
Não define prioridades de negócio isoladamente
Não faz atendimento direto a usuários finais
Não aprova hotfix sem evidências mínimas de teste
• Coordena Time de Dev, Sustentação e N3
• Articula diretamente com PO e Negócio
Suporte N3 (2 membros) • Recepção técnica de tickets do N2
• Análise de logs, exceptions e payloads de erro
• Reprodução de falhas em homologação
• Elaboração e execução de scripts de dados aprovados
• Abertura e catalogação de issues técnicas detalhadas
• Classificar a Severidade Técnica do problema
• Devolver chamados ao N2 por falta de evidências
• Decidir se a demanda é solucionável sem código
Não altera código-fonte da aplicação
Não realiza atendimento de N1 (dúvidas operacionais básicas)
Não executa scripts em produção sem validação prévia
• Interface direta com Suporte N2
• Encaminha issues para Sustentação e Evolução
Sustentação (Engenharia) • Correção ágil de código para bugs Sev 1 e Sev 2
• Construção de testes automatizados para as correções
• Condução do fluxo Kanban de correções
• Geração de branches hotfix/* e PRs de correção rápida
• Definir a abordagem técnica da correção do bug
• Puxar o próximo item da fila prioritária de sustentação respeitando o WIP
Não implementa novas funcionalidades ou melhorias cosméticas
Não atende chamados diretamente com usuários
Não quebra a esteira de validação antes do merge
• Interage com N3 para esclarecer diagnóstico
• Interage com Líder Técnico e QA
Time de Dev (Evolução) • Implementação de histórias de usuário e débitos técnicos planejados
• Escrita obrigatória de testes automatizados (unitários e e2e)
• Revisão de código cruzada entre pares (Code Review)
• Correção de bugs encontrados durante a Sprint de Estabilização
• Estimar complexidade e capacidade técnica da Sprint
• Propor melhorias técnicas e refatorações nas histórias
Não é interrompido por chamados cotidianos de suporte
Não realiza merges na main sem PR e aprovação
Não assume trabalho não refinado (sem DoR)
• Atua na Sprint de Dev e Estabilização
• Interage com PO, QA e Líder Técnico
Qualidade (QA) • Apoio na escrita de cenários de teste BDD no refinamento
• Execução de testes de regressão na Sprint de Estabilização
• Validação técnica de pacotes de release e hotfixes
• Monitoramento de bugs reabertos e métricas de qualidade
• Apontar impedimentos de qualidade para corte de release
• Definir matriz de cobertura de testes de regressão
Não assume sozinho a responsabilidade pelos testes (o dev testa)
Não substitui a homologação negocial do PO
• Apoia Devs, Sustentação e Equipe de Negócio

3. Matriz RACI do Ciclo de Vida de Demandas

A Matriz RACI mapeia a responsabilidade sobre as 11 etapas-chave do ciclo de vida de uma demanda no e-SUS AF, evitando sobreposição de funções e lacunas operacionais:

3.1. Definições da Convenção RACI

  • R — Responsible (Responsável): Quem executa a tarefa ou atividade para atingir o objetivo.
  • A — Accountable (Aprovador / Prestador de Contas): Quem responde pelo resultado final, possui autoridade de veto/aprovação formal. Deve haver idealmente um único Accountable primário por etapa.
  • C — Consulted (Consultado): Especialistas ou papéis que fornecem insumos, informações e pareceres técnicos/negociais prévios.
  • I — Informed (Informado): Partes interessadas mantidas notificadas sobre o progresso e a conclusão da etapa.

3.2. Tabela da Matriz RACI

Atividade / Marco do Processo Negócio / PO Líder Técnico Suporte N3 Sustentação Time Dev (Evo) Qualidade (QA) Suporte N1/N2
1. Triagem Inicial & Dúvidas Básicas I I I I I I R / A
2. Diagnóstico Técnico & Análise de Logs I C R / A C I I C
3. Execução de Script Corretivo Operacional I A R I I I I
4. Classificação de Severidade & Prioridade A (Prioridade) C R (Severidade) I I C C
5. Correção de Hotfix (Incidente Sev 1) C A C R I C I
6. Validação Técnica de Hotfix I A C C I R I
7. Homologação Negocial de Hotfix/Release R / A C I I I C I
8. Desenvolvimento de Features (Evolução) C C I I R / A C I
9. Testes de Regressão (Estabilização) C I I I C R / A I
10. Autorização de Release para Produção R / A R / A I I I I I
11. Comunicação Final ao Usuário/Município I I I I I I R / A

3.3. Detalhamento Operacional por Etapa

  1. Triagem Inicial & Dúvidas Básicas:
    • O Suporte N1/N2 é o primeiro ponto de contato com estados e municípios. Identifica se a demanda trata-se de dúvida funcional (FAQ) ou parametrização incorreta, respondendo diretamente e encerrando o chamado.
  2. Diagnóstico Técnico & Análise de Logs:
    • O Suporte N3 assume a responsabilidade de auditar logs, stack traces e reproduzir a falha. Consulta o Líder Técnico ou a Sustentação quando necessita de entendimento aprofundado do código-fonte.
  3. Execução de Script Corretivo Operacional:
    • Quando a causa raiz for inconsistência de dados operacionais sem necessidade de release de código, o N3 elabora o script SQL. A aprovação técnica do Líder Técnico (A) é obrigatória antes de qualquer execução controlada em produção (R).
  4. Classificação de Severidade & Prioridade:
    • O Suporte N3 classifica a severidade técnica (Sev 1 a Sev 4) com base no impacto no sistema (R). A Equipe de Negócio/PO valida e aprova a priorização comercial/negocial do backlog (A).
  5. Correção de Hotfix (Incidente Sev 1):
    • A Célula de Sustentação atua no desenvolvimento imediato da correção em branch hotfix/* derivada da main (R), sob supervisão e aprovação arquitetural do Líder Técnico (A).
  6. Validação Técnica de Hotfix:
    • O time de Qualidade (QA) valida a correção em ambiente isolado de Staging, executando testes funcionais e conferindo os testes automatizados adicionados (R), com chancela final do Líder Técnico (A).
  7. Homologação Negocial de Hotfix/Release:
    • A Equipe de Negócio/PO realiza os testes de aceitação formal, conferindo se os fluxos de assistência farmacêutica atendem aos requisitos estipulados (R / A).
  8. Desenvolvimento de Features (Evolução):
    • O Time de Desenvolvimento da Evolução executa as histórias de usuário refinadas durante a Sprint de Desenvolvimento, entregando código com testes unitários e e2e (R / A).
  9. Testes de Regressão (Sprint de Estabilização):
    • Durante a Sprint de Estabilização, o time de QA lidera a execução da matriz de regressão completa na branch de release (release/*) para assegurar que novas funcionalidades não inseriram efeitos colaterais (R / A).
  10. Autorização de Release para Produção:
    • Ocorre em consenso formal entre o Líder Técnico (atestando estabilidade técnica, CI verde e ausência de bugs graves) e a Equipe de Negócio/PO (atestando aderência funcional e valor de negócio) (R / A conjunto).
  11. Comunicação Final ao Usuário/Município:
    • O Suporte N1/N2 recebe as notas de versão atualizadas e notifica os canais solicitantes sobre a conclusão e resolução da demanda (R / A).

4. Mecanismos de Handoff e Acordos de Convivência

Para garantir que a transição de responsabilidade entre as equipes ocorra sem ruídos, foram estabelecidos os seguintes pontos de transferência (Handoff):

sequenceDiagram
    autonumber
    actor User as Usuário / Município
    participant N1N2 as Suporte N1/N2
    participant N3 as Suporte N3
    participant Sust as Sustentação (Kanban)
    participant Evo as Evolução (Scrum)
    participant QA as Qualidade (QA)
    participant PO as PO / Negócio
    participant TL as Líder Técnico

    User->>N1N2: Abertura de Chamado
    N1N2->>N1N2: Triagem Básica & FAQ
    alt Ticket Técnico com DoR
        N1N2->>N3: Escalonamento com Evidências
        N3->>N3: Análise de Logs & Diagnóstico
        alt Resolução por Script de BD
            N3->>TL: Submete Script para Aprovação
            TL-->>N3: Script Aprovado
            N3->>N3: Executa Script em Produção
            N3-->>N1N2: Devolve chamado resolvido
        else Defeito de Código Sev 1 / Sev 2
            N3->>Sust: Abre Issue no Kanban de Sustentação
            Sust->>Sust: Correção + Teste Automatizado
            Sust->>QA: Solicita Validação Técnica
            QA->>PO: Validação Concluída -> Solicita Homologação
            PO-->>TL: Homologado -> Autorização de Deploy
            TL->>TL: Merge OneFlow na main + Deploy Patch
            TL-->>N1N2: Notifica publicação de Patch
        else Defeito Sev 3 / Sev 4 ou Débito Técnico
            N3->>Evo: Abre Issue no Backlog de Evolução
            PO->>Evo: Prioriza no Ciclo de Release Train
        end
    else Falta de Evidências
        N3-->>N1N2: Devolve ticket para complementação
    end
    N1N2-->>User: Comunicação e Encerramento

Regras de Ouro de Convivência Operacional

  1. Nenhum desenvolvedor atende suporte direto: Dúvidas e chamados devem sempre percorrer a cadeia N1 -> N2 -> N3. O time de desenvolvimento não deve ser acionado por canais informais.
  2. Nenhuma alteração de código sem Issue: Toda linha modificada na base de código deve estar associada a uma issue no Jira/GitLab/GitHub com histórico e diagnóstico registrado.
  3. Todo bug corrigido exige teste automatizado: Correções de incidentes (Sev 1 e Sev 2) e bugs de estabilização exigem a inclusão de um teste de regressão automatizado que comprove que a falha não ocorrerá novamente.
  4. Respeito aos Limites de WIP: O time de Sustentação não deve puxar novas correções caso os limites de Trabalho em Progresso das colunas estejam no teto, concentrando esforços em desbloquear itens em revisão ou teste.